Onde estão os contrastes?
Será o dom de conceber? Ou de amamentar?
Será o jeito de seduzir? Ou de conquistar?
Será o fato de saber ouvir? Ou a propriedade de
aconselhar? Onde estão as diferenças?
Nos longos cabelos? Nem tanto... De costas, ás
vezes, eles se parecem com elas. As unhas
pintadas? Talvez...
Roupas justas, saltos altos, tantos gostos
semelhantes...Finalmente, onde estão as
diferenças?
O que a distingue na natureza humana, arriscam
os sábios, é o jeito de olhar, vendo sempre o
que parece ser impossível de enxergar.
Mas pode
ser também a forma de sorrir, a maneira de
abraçar, o jeito de pedir, a forma de obter, a
maneira sutil de se dar...
Diferenças que aproximam opostos para a espécie
perpetuar.
Diferenças que apenas inspiram
desejos, mas que na maioria das vezes, a
distância é difícil de suportar.
Ah! Diferenças naturais entre seres não explicam
o que de especial nela existe.
E o que de fato
há, a distingue do homem apesar de o
complementar.
Afinal, se a natureza conspira para vê-los
juntos, gêneros em equilíbrio, por que exaltar
diferenças se o homem já confirmou: “dentre as
criaturas, MULHER é mesmo SINGULAR!
( Lúciaq)